Venho falando o quanto a forma como nos alimentamos influencia nossos comportamentos e vice versa. É interessante observar como fazemos isso. A forma como mastigamos, como escolhemos os alimentos, como ingerimos diz muito a respeito de nós mesmos. Vamos começar com a mastigação. Sempre ouvimos falar que devemos mastigar muito bem os alimentos. Pra que? Falando fisiologicamente de forma bem grosseira, quando mastigamos de forma adequada, há tempo para nosso cérebro informar o sistema digestivo a ativar as enzimas necessárias à digestão. Além disso, trituramos os alimentos suficientemente para que ele consiga passar pelas enzimas gástricas e depois serem absorvidas pelo nosso organismo. Quando estamos satisfeitos, há tempo hábil do cérebro informar que a quantidade ingerida de alimentos é suficiente.
Mas vamos combinar, quem hoje em dia consegue fazer uma mastigação adequada? Com o estilo de vida que vivemos aqui em São Paulo, sem tempo pra nada, anda difícil conseguir tal proeza. O que a mastigação fala do comportamento? Exatamente sobre nosso ritmo interno. Quando estamos tranquilos, sem grandes preocupações, conseguimos fazer a tal mastigação adequada. Mas quando estamos acelerados, engolimos os alimentos. Esse ato de engolir diz respeito a quanto estamos "engolindo" coisas para serem feitas, responsabilidades e tudo que estiver na frente. Não temos paciência de sentar pra fazer uma refeição. Não temos tempo para prestar atenção nem ao que estamos engolindo. Por outro lado, quando estamos num momento de "se arrastar", mastigamos muito lentamente, sendo, às vezes, até um esforço mastigar.
Outra coisa que a mastigação indica é sobre como estamos lidando com esse ritmo. Normalmente quando estamos nesse ritmo alucinado, estamos estressados. E o que acontece quando estamos estressados? Há pessoas que, quando estão estressadas, ficam pilhadas, irritadas e acabam tensionando a região da mandíbula. A região da mandíbula acaba "guardando" muitas raivas e frustrações. E porque? Pode observar que, quando estamos com raiva, tensionamos a região da mandíbula pra não falar o que não deve, pra não sair batendo em todo mundo. É uma forma de se conter. E fazemos isso sem perceber. Se a pessoa, quando está nesse estado, tentar mastigar mais lentamente, vai gerar uma raiva e ela fica sem paciência e acaba engolindo o alimento.
Normalmente, e deixo claro que isso não é um padrão, pois cada um é cada um, as pessoas acabam "vazando" a raiva mastigando alimentos mais duros, ou necessitam mastigar. Cada um acaba arranjando um jeito de lidar com essa "raiva contida", mas uma das formas é essa. Nota-se que essa necessidade é maior no período da noite, quando passamos pelas tensões do dia inteiro. Vi casos, em que as pessoas ficam o dia inteiro quase sem ingerir alimentos, mas à noite, "tem que" comer alguma coisa.
Mas há pessoas que, quando estressadas, ficam desanimadas, sem vontade de fazer as coisas. Essas pessoas normalmente, acabam procurando algo mais "molinho" pra mastigar: os famosos carboidratos. E isso inclui os chocolates, doces, macarrão, pães, coxinha, pastel. E porque isso acontece? O estresse faz com que a pessoa se sinta sem forças, e, inconscientemente, ela acaba procurando algo que ela não faça força pra mastigar.
Quando estamos morrendo de preguiça, procuramos alimentos líquidos ou pastosos, em que praticamente não se matiga. Vc engole, é fácil e pronto, tá resolvido. Pelo menos, seu estômago não vai ficar gritando de fome.
Como lidar com isso? Bem, se você está procurando modificar seus hábitos alimentares, começando pela mastigação, percebe que não é tão simples. É saber que isso requer paciência e mudança, não só na mastigação, mas no seu ritmo de vida. Uma das forma de aliviar a tensão da mandíbula é massagear a região todos os dias. Isso ajuda a liberar a raiva contida nessa região. Fazer massagem facial, na testa, bochechas, queixo, nariz, ajuda a aliviar as tensões e as raivas também. Outro passo é se observar mastigando em ritmo diferente do que você está acostumado e perceber as sensações que isso causa. Perceberá que essas sensações tem a ver com algum aspecto da vida que está vivendo ou já viveu. Experimente também mastigar alimentos com texturas diferentes e perceber as sensações.
Parece pouco, mas diz muita coisa...
"Nada lhe poderei dar que já não existe em você. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria existência. Nada lhe poderei dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo." (Hermann Hesse)
sexta-feira, 12 de março de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Alimentação e comportamento
Quem já não fez um regime pra perder aqueles quilinhos a mais? E normalmente quando se decide fazer um regime, é por conta de estar ingerindo alimentos que não estão adequados e que estão promovendo o aumento de peso. Disso todo mundo sabe, mas a questão é: porque às vezes é tão difícil fazer um regime, mudar os hábitos alimentares, e conseguir manter os resultados conquistados? E há momentos que também, os resultados não chegam.
Com certeza, há muitas explicações fisiológicas a esse respeito, mas o que quero abordar aqui é a questão comportamental. O que muitas pessoas não observaram é o quanto alimentação está relacionado a comportamento. Isso ocorre por conta do sistema digestivo ser o único sistema que comunica fora (ambiente) e dentro (mundo interno). Através da boca, ingerimos alimentos, mas também recebemos o ambiente que estamos vivendo. Como? Simples. Basta lembrar de quando teve uma discussão e a sensação foi ter engolido um sapo! Ou quando se discute no meio da refeição, a sensação é de indigestão.
O sistema digestivo é responsável pela digestão de alimentos, transformando-os para nutrir o organismo. Mas também somos capazes de digerir emoções através dele. Somos um sistema que funciona fisicamente, emocionalmente e energeticamente, todos em conjunto. Quando um desequilibra, acaba desequilibrando os outros, dependendo do tempo do desequilíbrio.
Quando passamos por situações difíceis em nossa vida, acabamos interferindo nas reações químicas que ocorrem dentro do nosso organismo, através das tensões musculares que provocamos. Isso promove um desequilíbrio no fluxo de líquidos e energia. Isso acaba promovendo desequilíbrio na forma como nos alimentamos. Vou dar um exemplo pra ficar claro: quando estamos vivendo um momento em que tudo flui, a alimentação, normalmente, está saudável, sendo feita nos horários, escolhendo alimentos que nutrem e fazem bem. Se começamos a vivenciar uma situação de estresse, por exemplo de preocupações, mudanças de rotina, isso afeta os horários. Começamos a comer qualquer coisa, por estarmos focados no problema que estamos vivendo. Às vezes, não temos tempo e vamos comendo qualquer coisa, na hora que dá. Depois que passou o problema, por não prestarmos atenção, acabamos mantendo o desequilíbrio alimentar e isso se prolonga por um tempo, até que os quilinhos a mais começam a aparecer.
Quando decidimos voltar a comer de forma saudável, torna-se um pouco difícil e penoso.
Porque isso acontece?
Porque hábitos mudam. E quem pode mudar hábitos somos nós mesmos. Só que isso demanda um tempo e normalmente não temos paciência de fazer esse percurso. Quem tem, consegue os resultados, mas quem não tem, normalmente fica pelo meio do caminho.
Da mesma forma que demorou um tempo para o organismo se acostumar a digerir o "errado", o percurso inverso também demora. A questão é, que por conta das nossas cobranças de acertar sempre, de querer resultados imediatos, acabamos perdendo a paciência. Quando estamos no processo de "bagunçar" a dieta, não estamos prestando atenção. Mas quando resolvemos organizar a dieta, prestamos atenção e dá a sensação que demora muito tempo.
Como resolver isso? Pra organizar a dieta, comece devagar. Tenha paciência com você. Você pode começar fazendo movimentos pequenos, iniciando a correção com uma refeição de cada vez e pela refeição mais fácil. Comece, por exemplo, com o café da manhã, treinando fazer sempre no mesmo horário e inserindo alimentos mais saudáveis. Depois vá agregando as outras refeições, uma de cada vez. Enquanto estiver treinando o café da manhã, continue fazendo as outras refeições, sem se preocupar em corrigir todas ao mesmo tempo. Faça disso uma coisa leve, sempre sentindo que está começando a se cuidar, sem cobrar resultados. Os resultados vão vindo, à medida que você estiver de bem com você!
Com certeza, há muitas explicações fisiológicas a esse respeito, mas o que quero abordar aqui é a questão comportamental. O que muitas pessoas não observaram é o quanto alimentação está relacionado a comportamento. Isso ocorre por conta do sistema digestivo ser o único sistema que comunica fora (ambiente) e dentro (mundo interno). Através da boca, ingerimos alimentos, mas também recebemos o ambiente que estamos vivendo. Como? Simples. Basta lembrar de quando teve uma discussão e a sensação foi ter engolido um sapo! Ou quando se discute no meio da refeição, a sensação é de indigestão.
O sistema digestivo é responsável pela digestão de alimentos, transformando-os para nutrir o organismo. Mas também somos capazes de digerir emoções através dele. Somos um sistema que funciona fisicamente, emocionalmente e energeticamente, todos em conjunto. Quando um desequilibra, acaba desequilibrando os outros, dependendo do tempo do desequilíbrio.
Quando passamos por situações difíceis em nossa vida, acabamos interferindo nas reações químicas que ocorrem dentro do nosso organismo, através das tensões musculares que provocamos. Isso promove um desequilíbrio no fluxo de líquidos e energia. Isso acaba promovendo desequilíbrio na forma como nos alimentamos. Vou dar um exemplo pra ficar claro: quando estamos vivendo um momento em que tudo flui, a alimentação, normalmente, está saudável, sendo feita nos horários, escolhendo alimentos que nutrem e fazem bem. Se começamos a vivenciar uma situação de estresse, por exemplo de preocupações, mudanças de rotina, isso afeta os horários. Começamos a comer qualquer coisa, por estarmos focados no problema que estamos vivendo. Às vezes, não temos tempo e vamos comendo qualquer coisa, na hora que dá. Depois que passou o problema, por não prestarmos atenção, acabamos mantendo o desequilíbrio alimentar e isso se prolonga por um tempo, até que os quilinhos a mais começam a aparecer.
Quando decidimos voltar a comer de forma saudável, torna-se um pouco difícil e penoso.
Porque isso acontece?
Porque hábitos mudam. E quem pode mudar hábitos somos nós mesmos. Só que isso demanda um tempo e normalmente não temos paciência de fazer esse percurso. Quem tem, consegue os resultados, mas quem não tem, normalmente fica pelo meio do caminho.
Da mesma forma que demorou um tempo para o organismo se acostumar a digerir o "errado", o percurso inverso também demora. A questão é, que por conta das nossas cobranças de acertar sempre, de querer resultados imediatos, acabamos perdendo a paciência. Quando estamos no processo de "bagunçar" a dieta, não estamos prestando atenção. Mas quando resolvemos organizar a dieta, prestamos atenção e dá a sensação que demora muito tempo.
Como resolver isso? Pra organizar a dieta, comece devagar. Tenha paciência com você. Você pode começar fazendo movimentos pequenos, iniciando a correção com uma refeição de cada vez e pela refeição mais fácil. Comece, por exemplo, com o café da manhã, treinando fazer sempre no mesmo horário e inserindo alimentos mais saudáveis. Depois vá agregando as outras refeições, uma de cada vez. Enquanto estiver treinando o café da manhã, continue fazendo as outras refeições, sem se preocupar em corrigir todas ao mesmo tempo. Faça disso uma coisa leve, sempre sentindo que está começando a se cuidar, sem cobrar resultados. Os resultados vão vindo, à medida que você estiver de bem com você!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Nutrição Emocional
Todo mundo sabe que alimentar-se é preciso. Mas e se nutrir? Há várias formas de nutrir o seu corpo: através da alimentação saudável, através de respiração adequada, através de vínculos sociais benéficos.
O que vou abordar é sobre a alimentação. Fala-se muito em alimentação saudável, os tipos de alimentos que fazem bem à saúde e a qualidade de vida que isso proporciona. Isso não tem o que discutir realmente. Como nutricionista sei bem a importância dos nutrientes, alimentos funcionais e coisa e tal. Mas como podemos nutrir emocionalmente através dos alimentos?
Sabemos que os carboidratos tem um papel fundamental na hora de suprir nossas carências. Como sabemos disso? Os chocólatras que o digam... como é bom comer chocolate, pães, macarrão, pizza! O que esses alimentos fazem? Há várias explicações científicas sobre esse assunto, sobre ativação de serotonina e tudo mais. Mas o meu foco não será dar explicações científicas, mas sim observar, perceber como isso acontece com cada um de nós.
Saber coisas, teorias, basta pesquisar na internet e você terá vários artigos explicando como ocorrem esses mecanismos. Mas e em você? Qual é o seu mecanismo de funcionamento com relação aos alimentos?
Durante os meus atendimentos, em que trabalho a consciência na forma como a pessoa se alimenta, é possível descobrir muitas coisas a respeito de si. E uma das questões mais frequentes que aparecem é sobre como diminuir os famosos docinhos pra poder emagrecer...
Trabalhar a consciência de si não é um percurso muito fácil, mas é muito compensador. Digo compensador, porque aprendemos o que faz procurarmos os carboidratos, como podemos interferir nesses padrões e gerenciamos isso pela vida toda de uma forma leve, se respeitando principalmente.
Gostar de doces, pizzas, pães, não é a questão. A questão é quando você precisa deles e que se você não ingerir dá a sensação de desespero e você fica pensando neles até que você consiga satisfazer essa vontade. Se prestarmos atenção, há momentos na nossa vida que isso acontece. E normalmente ocorre quando estamos passando por momentos difíceis ou de insatisfação em algum aspecto, seja no trabalho, na família, no afetivo, na vida social, financeira. Procuramos esses alimentos como forma de suprir essas "carências", por não sabermos, muitas vezes, como resolvê-los. E às vezes, as soluções não são a curto prazo.
Por mais que a gente saiba que os alimentos saudáveis são as melhores escolhas, nesse momento, seu corpo grita por carboidratos. É aí que começa o conflito interno. Prestar atenção aos seus desejos, considerar o momento que você está passando é se respeitar. Porque brigamos tanto com nós mesmos? A gente não se respeita, não se escuta, não faz pela gente, e ainda acaba acatando o que o outro acha que é melhor. Mas, por outro lado, aprendemos a ser diferentes disso? Aprendemos que ser bom é fazer pelos outros, cuidar do outro, se preocupar com o outro.
O que acontece quando fazemos para o outro é que esquecemos de nós mesmos, das nossas necessidades. Não conseguimos colocar limites, não conseguimos dizer não. Daí, a melhor opção e mais fácil é ir atrás dos carboidratos. Dá menos trabalho. Eles são doces, macios, molinhos. Não criam resistência. Tá errado? Claro que não! Nós temos que dar conta de tantas coisas no nosso dia a dia! A questão é: tá funcionando na sua vida? Se não estiver, como pode fazer diferente?
O que quero dizer é que quando respeitamos e aceitamos o nosso momento, os conflitos cessam e, a partir daí, podemos começar a ver formas de interferir e melhorar nossa alimentação. E melhorar alimentação é também ir devagar. Paciência com você também faz parte!
Comece se percebendo. Como se faz isso? Na hora que tiver vontade de comer doces, comece a se perguntar: "O que quero suprir com doces? O que está faltando em minha vida?" Não fique tentando pensar na resposta. Só se faça a pergunta, sem ter a expectativa da resposta. Você verá que a resposta vem na sua cabeça e você terá a sensação de que essa é a certa. Às vezes, você terá que se perguntar várias vezes e comer muitos doces antes de ter a resposta! Mas não se cobre nesse momento... o importante é saber o que quer suprir com esse alimento.
Mais pra frente, vou dando dicas do que fazer nessas questões.
O que vou abordar é sobre a alimentação. Fala-se muito em alimentação saudável, os tipos de alimentos que fazem bem à saúde e a qualidade de vida que isso proporciona. Isso não tem o que discutir realmente. Como nutricionista sei bem a importância dos nutrientes, alimentos funcionais e coisa e tal. Mas como podemos nutrir emocionalmente através dos alimentos?
Sabemos que os carboidratos tem um papel fundamental na hora de suprir nossas carências. Como sabemos disso? Os chocólatras que o digam... como é bom comer chocolate, pães, macarrão, pizza! O que esses alimentos fazem? Há várias explicações científicas sobre esse assunto, sobre ativação de serotonina e tudo mais. Mas o meu foco não será dar explicações científicas, mas sim observar, perceber como isso acontece com cada um de nós.
Saber coisas, teorias, basta pesquisar na internet e você terá vários artigos explicando como ocorrem esses mecanismos. Mas e em você? Qual é o seu mecanismo de funcionamento com relação aos alimentos?
Durante os meus atendimentos, em que trabalho a consciência na forma como a pessoa se alimenta, é possível descobrir muitas coisas a respeito de si. E uma das questões mais frequentes que aparecem é sobre como diminuir os famosos docinhos pra poder emagrecer...
Trabalhar a consciência de si não é um percurso muito fácil, mas é muito compensador. Digo compensador, porque aprendemos o que faz procurarmos os carboidratos, como podemos interferir nesses padrões e gerenciamos isso pela vida toda de uma forma leve, se respeitando principalmente.
Gostar de doces, pizzas, pães, não é a questão. A questão é quando você precisa deles e que se você não ingerir dá a sensação de desespero e você fica pensando neles até que você consiga satisfazer essa vontade. Se prestarmos atenção, há momentos na nossa vida que isso acontece. E normalmente ocorre quando estamos passando por momentos difíceis ou de insatisfação em algum aspecto, seja no trabalho, na família, no afetivo, na vida social, financeira. Procuramos esses alimentos como forma de suprir essas "carências", por não sabermos, muitas vezes, como resolvê-los. E às vezes, as soluções não são a curto prazo.
Por mais que a gente saiba que os alimentos saudáveis são as melhores escolhas, nesse momento, seu corpo grita por carboidratos. É aí que começa o conflito interno. Prestar atenção aos seus desejos, considerar o momento que você está passando é se respeitar. Porque brigamos tanto com nós mesmos? A gente não se respeita, não se escuta, não faz pela gente, e ainda acaba acatando o que o outro acha que é melhor. Mas, por outro lado, aprendemos a ser diferentes disso? Aprendemos que ser bom é fazer pelos outros, cuidar do outro, se preocupar com o outro.
O que acontece quando fazemos para o outro é que esquecemos de nós mesmos, das nossas necessidades. Não conseguimos colocar limites, não conseguimos dizer não. Daí, a melhor opção e mais fácil é ir atrás dos carboidratos. Dá menos trabalho. Eles são doces, macios, molinhos. Não criam resistência. Tá errado? Claro que não! Nós temos que dar conta de tantas coisas no nosso dia a dia! A questão é: tá funcionando na sua vida? Se não estiver, como pode fazer diferente?
O que quero dizer é que quando respeitamos e aceitamos o nosso momento, os conflitos cessam e, a partir daí, podemos começar a ver formas de interferir e melhorar nossa alimentação. E melhorar alimentação é também ir devagar. Paciência com você também faz parte!
Comece se percebendo. Como se faz isso? Na hora que tiver vontade de comer doces, comece a se perguntar: "O que quero suprir com doces? O que está faltando em minha vida?" Não fique tentando pensar na resposta. Só se faça a pergunta, sem ter a expectativa da resposta. Você verá que a resposta vem na sua cabeça e você terá a sensação de que essa é a certa. Às vezes, você terá que se perguntar várias vezes e comer muitos doces antes de ter a resposta! Mas não se cobre nesse momento... o importante é saber o que quer suprir com esse alimento.
Mais pra frente, vou dando dicas do que fazer nessas questões.
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